Helena estava ajoelhada ao lado do filho, as mãos sujas de sangue, o rosto deformado pelo choque e pela raiva.
— Enzo… meu filho… meu filho…
Enzo ergueu o queixo com esforço, o peito subindo e descendo de forma irregular. O sorriso dele veio torto, dolorido, coberto de sangue, mas ainda assim carregado daquele deboche doente que parecia sobreviver a qualquer coisa.
— Você chegou… dessa vez… na hora — disse, tossindo logo depois.
Rafael o observou com um desprezo tão frio que parecia queimadura