A manhã nasceu silenciosa demais. Não era o silêncio comum de uma casa grande ainda acordando, nem aquele respiro tranquilo de um lugar em que todos dormem sob o conforto da rotina. Era outro tipo de quietude. Uma que parecia pairar no ar com peso próprio, como se a própria casa estivesse prendendo a respiração, à espera de alguma coisa que ninguém ainda conseguia nomear, mas que, de algum modo, já estava a caminho.
Valentina abriu os olhos devagar, sem se mover de imediato. O quarto ainda esta