Valentina não pensou duas vezes depois que Maria fechou a porta.
Não havia mais espaço para hesitação, nem para a lógica confortável que, até aquela manhã, vinha sustentando tudo de pé com a aparência de escolha racional. O celular continuava em sua mão, a tela ainda acesa com a foto de Enzo ao lado do perito que enterrara a morte de seus pais sob a expressão burocrática de “falha mecânica”, e aquilo sozinho já era suficiente para rasgar o chão sob seus pés.
Mas não bastava.
Ainda não.
Porque a