Valentina acordou mais tarde do que pretendia.
Por alguns segundos, ficou imóvel, os olhos ainda fechados, sentindo a maciez do colchão, o peso leve do lençol sobre o corpo e aquela estranha suspensão que existe nos instantes entre o sono e a consciência. Era o dia do casamento. A frase se formou devagar dentro dela, sem o impacto que talvez devesse ter, sem o desespero que outra mulher talvez sentiria. Não havia euforia. Não havia pânico. Havia apenas uma calma artificial, quase delicada demai