A decisão de ir até a prisão não nasceu de coragem.
Nasceu de exaustão.
Valentina passou dois dias tentando convencer a si mesma de que não precisava daquilo, de que o silêncio já bastava, de que o tribunal, a sentença e o som das algemas já tinham encerrado tudo o que existia entre ela e Rafael Montenegro. Mas a verdade era outra. Havia coisas demais ainda presas dentro dela, coisas que nem o julgamento, nem a queda pública, nem a distância tinham conseguido arrancar.
Era como se uma parte da