Mas havia uma rachadura.
E, pela primeira vez em muito tempo, ela não tentou fechá-la na marra.
Aproximou-se da prateleira e puxou a caixa com cuidado. Era mais pesada do que parecia. Colocou-a sobre o móvel baixo coberto pelo lençol, passou a mão pela tampa e deixou uma marca limpa sobre a poeira. Seus dedos tremiam um pouco. Irritante. Humano. Inevitável.
Ela abriu.
Lá dentro não havia apenas documentos.
No topo estavam duas pastas antigas e, sobre elas, um porta-retratos de madeira escura em