O hospital ficou para trás como um ruído distante, quase irreal, como se tudo o que tivesse acontecido ali pertencesse a outra vida, a outra mulher. Valentina não acompanhou o caminho com atenção. As ruas passavam pela janela do carro em borrões de luz e movimento, mas ela não via de verdade. Estava presente apenas no corpo, porque a mente ainda estava presa no que ouvira, no que descobrira, no que perdera.
As mãos repousavam sobre o colo, imóveis, enquanto os pensamentos giravam em silêncio, p