O choro ainda vinha em ondas quando batidas suaves na porta ecoou pelo quarto.
Valentina demorou alguns segundos para responder. Limpou o rosto com a palma da mão, respirou fundo, tentou reorganizar o mínimo possível de si mesma antes de dizer, com a voz baixa e cansada:
— Pode entrar…
A porta se abriu devagar.
E, por um instante, Valentina achou que seria Margareth.
Mas não era.
Helena entrou carregando uma bandeja, com a mesma elegância de sempre, mas com algo a mais no olhar. Algo mais próxi