O escritório de Rafael estava mergulhado em silêncio.
Do lado de fora, São Paulo fervia, mas ali dentro só se ouvia o zumbido baixo do ar-condicionado e o som distante do tráfego.
O tablet repousava sobre a mesa, o brilho da tela ainda aceso.
Na imagem, Valentina sorria — aquele sorriso ensaiado que ela dera durante o chá no Jóquei.
“O senhor Montenegro sempre foi direto no que quer.”
A voz dela ecoou pelo alto-falante.
Rafael encostou-se na cadeira, os olhos fixos na tela, o maxilar travado.
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