Capítulo 11 — Ecos e Farpas

O escritório de Rafael estava mergulhado em silêncio.

Do lado de fora, São Paulo fervia, mas ali dentro só se ouvia o zumbido baixo do ar-condicionado e o som distante do tráfego.

O tablet repousava sobre a mesa, o brilho da tela ainda aceso.

Na imagem, Valentina sorria — aquele sorriso ensaiado que ela dera durante o chá no Jóquei.

“O senhor Montenegro sempre foi direto no que quer.”

A voz dela ecoou pelo alto-falante.

Rafael encostou-se na cadeira, os olhos fixos na tela, o maxilar travado.

Aquela frase ficou rodando na cabeça como uma lâmina.

Um toque na porta.

Antes que pudesse responder, ela se abriu.

— Bom dia, senhor Montenegro.

Rafael não precisou olhar para saber quem era.

Revira os olhos.

— Já disse que tem que ser anunciado, Lucas.

Lucas Medeiros entrou, o terno meio amassado, o sorriso insolente de quem nunca entendeu o perigo que é brincar com um Montenegro.

— Eu, anunciado? Jamais. Ia estragar a surpresa.

Ele se jogou na poltrona à frente da mesa, cruzando as pernas como
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