— NÃO!
O som rasgou o ar antes mesmo de virar palavra.
O corpo de Valentina arqueou na cama, os músculos contraídos, a respiração descompassada como se estivesse fugindo de algo que ainda estava ali. O grito saiu inteiro, sem freio, sem consciência — um não que não era pedido, era defesa.
— Não… não… não…
A cabeça se movia de um lado para o outro, negando algo invisível. Os dedos se fecharam no lençol com força demais. O monitor respondeu, acelerado, como se acompanhasse o pânico que não cabia