O carro avançava pelas ruas com a mesma discrição do restaurante que haviam deixado para trás.
Nenhuma música.
Nenhuma ligação.
Apenas o som contido do motor e o vidro isolando o mundo externo.
Valentina observava a cidade pela janela, mas sua mente ainda estava à mesa do almoço.
Rafael, ao lado dela, mantinha a postura habitual: corpo relaxado, olhar atento, pensamentos organizados.
Não falava por impulso.
Esperava.
Ele sabia reconhecer quando algo ainda estava sendo digerido.
Foi ele quem que