Valentina voltou ao salão como se tivesse caminhado sozinha dentro de um furacão.
Ela segurava firme a própria postura, mas o coração ainda estava correndo atrás do que tinha acontecido no banheiro.
Bianca a viu de longe.
E, no instante em que reconheceu o estado da amiga, veio em disparada — atravessando o salão como uma flecha teleguiada por pura indignação.
— O que aconteceu? — ela perguntou, puxando Valentina pelo braço e afastando as duas um pouco da multidão. — Você tá pálida, mulher! Quem foi? Foi a bruxa? Foi aquela demônia da Moretti? ME FALA QUE EU VOU ARRANCAR OS CABELOS DELA AQUI MESMO!
Valentina segurou o rosto dela com as duas mãos.
— Calma, Bi. — disse, com um fio de voz. — Não vamos criar confusão. Já basta tudo que está acontecendo.
Bianca estava VERMELHA de ódio.
— Eu sabia! Aquela sonsa fez alguma coisa! Eu juro por tudo que é sagrado que eu vou—
— Bianca… — Valentina respirou fundo. — Falta pouco pra tudo isso acabar. Eu não vou jogar gasolina na fogueira agora. El