O salão Montenegro nunca fora tão grandioso.
Lustres de cristal pendiam do teto como constelações congeladas. As paredes, revestidas em dourado e espelhos envelhecidos, refletiam luz, champagne e arrogância. Músicos de fraque tocavam violinos tão afinados que pareciam nem respirar.
E os convidados…
Ah, os convidados.
Mulheres de vestidos que custavam o preço de um apartamento. Homens cheirando a dinheiro velho e perfume importado. Risadas altas. Sussurros venenosos. Cada grupo tentando soar mai