A mansão Montenegro não costumava ficar em silêncio.
Mas naquele começo de noite… ela parecia um templo antes do sacrifício.
Os empregados corriam de um lado para o outro no andar inferior, ajeitando flores, checando a iluminação, confirmando horários do motorista, testando comunicações internas. A tensão estava estampada até no mármore.
Mas ali, na sala principal…
Só dois homens permaneciam.
Rafael, impecável em um terno preto cintilando discretamente sob as luzes. Punhos da camisa alinhados,