O quarto parecia limpo demais para o tipo de dor que existia dentro dele.
Era grande, com luz suave, cheiro de antisséptico e conforto caro. Um conforto que, para muita gente, significava “segurança”. Mas, para Valentina, naquela manhã, significava outra coisa:
um lugar onde o sofrimento não combinava com a decoração.
A mulher na cama ainda dormia — ou tentava dormir — enquanto o soro escorria em gotas lentas pelo tubo transparente. O rosto estava pálido, a boca levemente entreaberta, e o peito