Eles continuaram caminhando pelo parque.
As pessoas ainda estavam ali. Risadas soltas, passos lentos, celulares erguidos em busca do ângulo perfeito. As sakuras insistiam em cair, como se não tivessem pressa nenhuma de acabar.
Valentina sentia o corpo cansado, mas não queria ir embora.
Não daquele jeito.
Ela parou por um instante e olhou em volta outra vez. As árvores, os bancos ocupados, o chão coberto de pétalas.
— Obrigada. — disse, simples.
Rafael virou o rosto.
— Pelo quê?
Ela demorou um s