CAPÍTULO 129 — QUANDO AS FLORES CAEM

Valentina acordou com a sensação estranha de ter dormido demais.

Ela piscou devagar.

A luz entrava suave pelas portas de correr, filtrada, respeitosa.

Por alguns segundos, ela apenas ficou ali, respirando.

Então percebeu.

Rafael já estava acordado.

Vestia uma camisa clara, mangas dobradas com precisão. O cabelo ainda úmido denunciava o banho recente. Ele estava de pé, próximo à janela, observando o jardim com uma atenção silenciosa.

Havia algo diferente em sua postura.

Menos tensão nos ombros.

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