A cabana no meio da mata era exatamente o que eu precisava: um refúgio seguro, isolado, longe de qualquer olhar curioso. Após horas de caminhada pela neve e pela floresta densa, finalmente chego, exausta, mas aliviada. Meus músculos doem, minhas botas estão encharcadas, e o frio cortante de Nova York parece querer entrar nos meus ossos, mas estou viva. E livre. Pelo menos por enquanto.
Raul chega pouco depois, como sempre pontual e eficiente. Ele é mais que um guarda pessoal; é meu cúmplice, meu