O relógio na parede do quarto vermelho marcava 02:47 da manhã quando a porta se abriu sem ruído.
Killian entrou como uma sombra. Sem luz acesa, sem som de passos. Apenas o clique suave da fechadura e o peso da presença dele preenchendo o espaço. Eu estava sentada na beira da cama, ainda vestindo o robe fino que Seamus havia deixado para mim. Meu corpo doía, mas minha mente estava afiada, cortante como vidro.
Ele não falou nada de imediato. Apenas me olhou. O olhar dele não era mais só de desejo