Liel
Vinnie se posiciona à minha frente, andando de costas, sem tirar as mãos da minha cabeça. As palmas grandes e quentes abafam o som imediatamente. Ele está tão perto que eu quase esbarro nele a cada passo.
— Foca em mim — ele diz, a voz firme, mesmo que eu ouça amortecido. — Foca na minha voz, Liel. Esquece o resto.
Por alguns minutos, eu ando no automático. Vejo a boca dele se mexer, sinto mais o movimento do que o som. Ele fala sem parar. Não sei exatamente o que, além de “respira”, “olha