Liel
A mansão Azzaro nunca ficou totalmente silenciosa.
Mesmo à noite, tinha o som distante de carro passando na rua, o clique de algum rádio no andar de baixo, o passo contido de segurança mudando de posição. O submundo não dormia. Só diminuía o volume.
Hoje, mesmo com tudo isso, o quarto parecia outro lugar.
No berço ao lado da cama, o nosso filho dormia.
Pequeno demais pra tudo que já tinha acontecido antes dele. Respirava com aquele barulho leve de bebê, a mão fechada num punho que não sa