Eu mal consegui fechar a porta do quarto antes de ouvir a voz do meu pai no corredor. Ele não falou alto, não parecia furioso, o que em se tratando de Roberto Moretti era até pior.
Eu ainda estava parada no meio do quarto, sem saber se tirava os saltos ou se desmoronava, quando a maçaneta girou. Meu pai entrou sem esperar resposta.
Ele havia tirado o paletó, afrouxado a gravata, e o rosto duro parecia alguns anos mais velho sob a luz amarelada do abajur. Não era o Capitão Moretti que havia entr