Não faço ideia de quantas horas se passam antes de Luciano entrar de novo no meu quarto. Já jantei, já tomei banho, já mexi em tudo o que dava pra mexer só pra ocupar a cabeça. Agora estou ali, sentada na cama, bem acordada, quase em posição de ataque, esperando por ele como quem espera um inimigo.
Quando a porta se abre e ele aparece, por um milésimo de segundo eu tenho a sensação estranha de que a vantagem é minha.
Talvez seja o sorriso no meu rosto, aquele sorriso torto, irônico, que não com