O silêncio dentro do carro era um peso sufocante, tomado por emoções não ditas e pelo ar denso da privacidade que nos cercava. A separação feita pelo divisor parecia ilustrar não apenas uma barreira física, mas a distância colossal que já nos dividia emocionalmente. Rosália, sentada ao meu lado, enrolava as mãos no colo, como se buscasse segurar as próprias inseguranças, enquanto seus olhos, embora atentos, evitavam qualquer contato prolongado comigo. O medo que emanava dela não me satisfez tan