O tempo passa. Segundos, minutos, horas. De alguma forma, acabamos presos a uma rotina que se tornou estranhamente familiar. Revezamos as visitas, organizamos horários, criamos turnos silenciosos. Rosália nunca fica sozinha. Eu vou para casa apenas o tempo suficiente para tomar banho, trocar de roupa e cumprir os deveres que se esperam de mim, então retorno para este quarto frio, estéril e sem vida, onde minha esposa permanece presa em um sono que parece não ter fim.
Os dias se confundem, se ar