Acordo com o sol.
Não com despertador, nem com mensagem no celular, nem com alguém me chamando pelo nome. Acordo com aquele sol glorioso batendo de leve no meu rosto, atravessando a renda velha da cortina como se fosse um filtro amarelo suave.
Por alguns segundos, fico ali, quieta, só sentindo a luz tocar minha pele. Sinto o cheiro de casa fechada, aquele misto de poeira, madeira antiga e um leve resquício de produto de limpeza que alguém usou… sei lá quando.
Aí a memória volta como um balde de