Capítulo 149

Acordo com o sol.

Não com despertador, nem com mensagem no celular, nem com alguém me chamando pelo nome. Acordo com aquele sol glorioso batendo de leve no meu rosto, atravessando a renda velha da cortina como se fosse um filtro amarelo suave.

Por alguns segundos, fico ali, quieta, só sentindo a luz tocar minha pele. Sinto o cheiro de casa fechada, aquele misto de poeira, madeira antiga e um leve resquício de produto de limpeza que alguém usou… sei lá quando.

Aí a memória volta como um balde de água fria:

Eu não estou em casa.

Não estou na mansão dele.

Não estou em lugar nenhum que eu possa chamar de meu.

Estou escondida. Fugindo.

Sento na cama de um jeito meio brusco, o coração disparado de novo, como se só agora o cérebro tivesse lembrado: o seu marido está te caçando, querida.

Tateio o colchão ao meu lado à procura do celular, encontro o aparelho semi-enterrado no lençol embolado e o puxo com pressa. A tela acende. Quando vejo a hora, quase não acredito: dez da manhã.

— Dez horas?
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