Eu entro sem fazer barulho, fecho a porta devagar, como se o ar pudesse se quebrar. Ele larga o lápis no exato segundo em que percebe minha presença. E eu… eu simplesmente deixo cair minha camisola. Sem teatrinho, sem charme, sem pose. Só eu. Crua. Vulnerável. Com o rosário frio encostando na pele quente do meu peito.
O jeito que ele olha pra mim quase me parte no meio. Não é desejo.
É tristeza.
É saudade de alguma coisa que ele não pode mais alcançar.
É dor.
E aquilo bate tão forte em mim que eu ajo antes de pensar. Me ajoelho entre as pernas dele, como se meu corpo soubesse o que fazer para aliviar o que eu mesma ajudei a sobrecarregar. Ele recua um pouco, surpreso, mas não diz nada. Quando meus dedos desabotoam o cinto e puxam as calças, o silêncio pesa mais que o clima.
Eu o seguro. Ele pousa a mão na minha cabeça não daquele jeito sujo que alguns homens fazem, mas como se estivesse me dando uma bênção. Ou pedindo desculpa. Não sei. Só sei que quando envolvo ele com a boca, o som