Eu entro sem fazer barulho, fecho a porta devagar, como se o ar pudesse se quebrar. Ele larga o lápis no exato segundo em que percebe minha presença. E eu… eu simplesmente deixo cair minha camisola. Sem teatrinho, sem charme, sem pose. Só eu. Crua. Vulnerável. Com o rosário frio encostando na pele quente do meu peito.
O jeito que ele olha pra mim quase me parte no meio. Não é desejo.
É tristeza.
É saudade de alguma coisa que ele não pode mais alcançar.
É dor.
E aquilo bate tão forte em mim que