O céu parecia mais azul naquele dia, ou talvez fosse apenas o meu humor.
Depois de seis meses na fazenda, a cidade já não me chamava mais.
E mesmo assim, ainda era estranho para mim acordar com o galo gritando, a luz entrando pelas frestas da janela e Laura pulando na cama antes das seis da manhã.
— Me-lho! Ela anunciou, apontando para fora, com a pronúncia confusa e o “r” engolido.
— Tem me-lho, Tetí!
Eu ri, espreguiçando os braços.
— Milho, meu amor. É o dia da colheita.
Ela b