O vídeo travou.
Mas não precisava continuar.
Porque Verônica já tinha visto o suficiente.
O ar ficou pesado.
Denso.
Irrespirável.
Ela não piscava.
Não se movia.
Não pensava.
Porque aquilo…
Aquilo não fazia sentido.
— Não…
A voz saiu fraca.
Quase um sopro.
Ela se inclinou um pouco mais perto da tela.
Como se aquilo pudesse mudar.
Como se estivesse vendo errado.
Mas não estava.
O rosto.
Aquele rosto.
— Não pode ser…
As mãos começaram a tremer.
De leve.
Depois mais.
Porque aquele homem…
Era alguém