O silêncio no quarto era absoluto.
Mas não era tranquilo.
Era o tipo de silêncio que pressiona.
Que pesa.
Que cobra.
A única coisa que quebrava aquilo…
Era o som das teclas.
Verônica digitava rápido.
Sem pausa.
Sem hesitar.
A tela iluminava o rosto dela, refletindo nos olhos concentrados.
Linhas de código.
Mapas de acesso.
Caminhos ocultos.
Tudo se abrindo aos poucos.
— Você já está dentro? — perguntou Daniel, baixo.
— Parcialmente — respondeu ela.
— O que isso