O silêncio voltou.
Mas não era o mesmo de antes.
Antes, o silêncio significava controle.
Agora…
Ele significava ausência.
E ausência…
Nunca é neutra.
Verônica sentia isso.
Não era algo lógico.
Nem visível.
Nem mensurável.
Era uma sensação.
Como se algo ainda estivesse ali.
Observando.
Ela estava sentada diante do notebook mais uma vez.
Não porque precisava.
Mas porque não conseguia simplesmente… deixar.
A tela estava limpa.
Sem comandos ocultos.
Sem listas.
Sem interferências.
Mas ainda viva.
E