O cronômetro marcava:
04:59.
O som grave que preenchia a sala lembrava os batimentos de um coração.
Durante décadas, aquele núcleo sustentara Aurora.
Milhões de cálculos.
Milhares de arquivos.
Vidas reduzidas a dados.
Sonhos transformados em estatísticas.
Agora, tudo caminhava para o silêncio.
Ninguém ousava falar.
Cada segundo parecia carregar anos.
Gabriel acompanhava os indicadores.
Os servidores começavam a desligar em sequência.
Um por um.
Sem falhas.
Sem possibilidade de restauração.
Auro