A chuva caía com força sobre a antiga torre do observatório.
As gotas escorriam pelo relógio de bolso nas mãos de Arthur.
Ele permaneceu alguns segundos olhando a fotografia.
Augusto.
Helena.
O homem grisalho.
Os três sorriam como jovens pesquisadores diante da placa do Instituto Aurora.
Não havia tensão.
Não havia medo.
Apenas entusiasmo.
Era difícil acreditar que daquele sonho tivesse nascido uma tragédia.
Arthur levantou os olhos.
— Quem é você?
O homem guardou as mãos nos bolsos do casaco.
—