POV Henrique
Da última vez que estive aqui, fiquei esperando Isadora no corredor. Desta vez, entramos juntos na sala. A sala não era hostil, tampouco neutra.
Havia algo naquele ambiente que recusava qualquer tentativa de conforto — como se tivesse sido cuidadosamente preparado para parecer apenas funcional enquanto absorvia cada gesto, cada pausa, cada respiração que entrasse ali.
Não havia quadros nas paredes. Nem janelas abertas para a cidade. Apenas superfícies limpas, iluminação uniforme e