O eco dos passos apressados de Irene ainda vibrava no corredor quando o barulho de papéis na mesinha do hall quebrou o silêncio.
A funcionária voltou com um maço de correspondências nas mãos, o rosto ainda tenso. Separou as contas e cartas de negócios, mas travou ao puxar um envelope de papel grosso, sem selo, sem carimbo e sem remetente.
— Isso estava no portão principal, senhora. É pra senhora.
Peguei o envelope pardo. Meu nome estava escrito em letras de forma pretas, desenhadas com tinta es