A dor foi a primeira coisa que Adrian sentiu.
Não era uma dor comum.
Era pesada.
Profunda.
Como se o corpo inteiro tivesse sido esmagado e reconstruído da pior forma possível.
Ele tentou respirar.
O ar entrou rasgando os pulmões.
Um gemido baixo escapou antes que pudesse controlar.
— Ele está acordando.
A voz veio distante.
Mas real.
Adrian abriu os olhos com esforço.
Tudo estava desfocado.
Luzes brancas.
Som de equipamentos.
Cheiro de hospital.
Memórias voltaram como um golpe.
Clínica.
Tiros.