O primeiro som que Lívia ouviu foi o de água.
Pingos.
Lentos.
Regulares.
Como um relógio marcando um tempo que ela não conseguia acompanhar.
Ela tentou abrir os olhos.
Tudo estava pesado.
O corpo.
A mente.
A própria existência.
A memória voltou em flashes.
Neve.
Tiros.
Adrian caindo.
Mãos a puxando.
Escuridão.
O coração disparou.
Os olhos se abriram de vez.
O teto acima dela era branco.
Limpo.
Impecável.
Definitivamente não era a clínica.
Definitivamente não era o castelo.
Definitivamente não e