Capítulo 57
O sol mal ensaiava seus primeiros raios no horizonte quando Samuel despertou. O silêncio do quarto, antes preenchido por gemidos e respirações erráticas, agora era pesado. Ele sentiu o peso do braço de Lia sobre seu peito e, por um instante, congelou. Ela dormia um sono profundo e exausto, a expressão suave e desarmada, o corpo nu parcialmente descoberto.
Samuel engoliu em seco. Ele já havia tido muitas mulheres — conquistas vazias que esquecia antes mesmo do café da manhã —, mas n