Capítulo 3As mãos de Lia tremiam enquanto ela discava o número de Bruno. O telefone chamou várias vezes, ecoando no silêncio pesado do hospital, mas ninguém atendeu. Ela afastou o celular do ouvido lentamente e respirou fundo, tentando controlar o nervosismo que apertava seu peito. A sensação de estar sozinha naquele momento era sufocante.Sem outra opção, Lia decidiu voltar para o apartamento. Precisava falar com ele pessoalmente. Precisava de ajuda, e naquele instante, Bruno ainda era a única pessoa em quem ela conseguia pensar, mesmo depois de tudo o que havia visto.Quando abriu a porta, seu coração disparou.— Bruno?O silêncio foi a única resposta.Ela caminhou lentamente pela sala, olhando ao redor. Tudo estava no lugar, exatamente como sempre esteve, mas algo havia mudado. O ambiente parecia frio, vazio… estranho. Aquele lugar, que antes era seu refúgio, agora carregava um peso sufocante. As lembranças vieram sem pedir permissão, trazendo de volta a cena no estacionamento do
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