Capítulo 162
A tela do celular brilhava como uma lâmina pálida contra a escuridão do quarto, iluminando as marcas de lágrimas secas no rosto de Elena. Sua respiração vinha em estalos curtos, sufocada pelo pânico que subia por sua garganta. Do outro lado da linha, a voz sussurrava, tentando em vão costurar as bordas rasgadas de sua sanidade.
— Eu não posso ficar aqui... — Elena devolveu em um fio de voz, o peito subindo e descendo em espasmos. Cada batida de seu coração parecia um estrondo de ta