Capítulo 157
O silêncio na sala de exames era quase cirúrgico, interrompido apenas pelo zumbido baixo do monitor e pelo som acelerado da própria respiração de Elena. Deitada na maca, ela mantinha os olhos fixos no teto, as mãos fechadas em punhos tão apertados que os nós de seus dedos estavam brancos. Lia segurava sua mão esquerda com força, tentando transmitir um fio de calmaria no meio daquela tempestade silenciosa.
— Tente relaxar um pouco, Elena. O gel está um pouco frio — avisou a Dra. Cla