Irina
Eu estava no escritório do andar superior da mansão, os dedos tamborilando no braço da poltrona enquanto encarava a tela do celular. Cada respiração parecia insuficiente para segurar o nó de raiva que estava preso na minha garganta. Dimitri tinha acabado de me ligar, explicando o que tinha acontecido com uma calma que só serviu para aumentar minha fúria.
— Pietro deu instruções, e nós seguimos, senhora Irina — ele disse, com aquela voz servil que sempre me irritava.
A audácia. Dimitri e o