Alexandra Jones
A noite de segunda tinha cheiro de desordem.
Sean e eu estávamos na cama, as luzes baixas, o quarto suspenso naquele silêncio que só existe quando o corpo descansa, mas a mente não. A respiração dele batia quente na minha nuca quando ele falou, sem aviso:
— Sua mãe é sempre assim, Alex? Hoje… ela falou como se estivesse codificando alguma coisa. Como se escondesse mais do que dizia.
Virei devagar, escolhendo cada gesto como quem pisa em vidro.
— Sim, amor… ela é assim. Dramática