Ângela Jones Méndez
A voz sai cortante, venenosa, carregada de tudo que guardei nesses anos: rancor, arrogância, desprezo e desejo de controle. Cada sílaba é uma lâmina; cada respiração, um aviso: a caçadora voltou.
Ela congela. Sorrio. Meu sorriso corta mais que faca. Não há arrependimento, só certeza: enquanto eu respirar, ela sentirá minhas cordas puxando, meu controle, minha fúria.
— Bom dia, mãe… o que faz aqui? — ela pergunta, meio ofegante.
— Vim te ver. Já que não atende meus telefonema