Analu
O choro veio com a força de um rio transbordando. Deitei na cama, afundando o rosto no meu travesseiro.
Covarde.
A palavra que eu tinha cuspido nele ecoava na minha mente, mas o som mais alto era o do choro do filho dele. O menino, com seus olhos iguais aos do pai, aqueles olhos castanhos que viam um herói onde eu agora via um mentiroso.
Três dias.
Setenta e duas horas de um silêncio que doía mais do que qualquer gritaria. Meu telefone estava ali, na mesa de cabeceira, um objeto inofensiv