Cayo
Tava no meio de um cabeamento que não fazia sentido nenhum quando o celular vibrou.
Era o Léo. Atendi puto.
— O que foi, cara? Tô no meio de um serviço chato pra caralho.
— Cayo, desce pra tua casa, agora — a voz dele não tinha tom de zoeira. Tava séria, tensa. — Rolou um barraco feio agora pouco. Entre a Gabi e a patricinha… e até a tua mãe entrou no meio.
O sangue esfriou na hora.
Deixei o alicate cair no chão, o barulho ecoando na oficina vazia. Não perguntei mais nada. Só desci corre