ANALU
Acordei com um gosto de metal e algodão na boca. A luz era branca. Branca demais. Não era a luz do sol entrando pela minha janela, nem a luz suave do abajur do meu quarto. Era uma luz fria, que vinha de um tubo no teto, e não deixava sombra em lugar nenhum. Pisquei algumas vezes, tentando me orientar. Onde eu estava?
Me sentei na cama, e um rangido baixo me fez estremecer. A cama era estreita, com lençóis ásperos. Olhei em volta. Quarto pequeno. Muito pequeno. As paredes eram brancas, li