ANALU
O carro era uma urna de vidro fumê e couro importado. Dois seguranças ao meu lado, impenetráveis, o motorista com as mãos firmes no volante, nos guiando para longe da única coisa que importava. Eu me encolhia no banco de trás, o corpo ainda tremendo do susto.
A mansão surgiu, seus contornos familiares agora me enchendo de pavor. Os portões se abriram e se fecharam atrás de nós com um ruído metálico final. A prisão.
Mal meus pés tocaram o mármore gelado do hall, minha mãe veio até mim. Seu