O sol começava a se pôr no horizonte, tingindo o lago tranquilo de tons alaranjados.
O reflexo na água brilhava como se tentasse preservar as memórias de um domingo inesquecível. Risadas ainda ecoavam pelo campo de tênis enquanto Luna e Juno, de mãos dadas, se dirigiam ao restaurante, compartilhando sorrisos cúmplices.
A leveza do momento contrastava com os dias anteriores, e eu sentia que aquela paz era algo que todos nós necesitávamos. Jano, ao reunir as raquetes, lançou-me um olhar sereno, quase divertido.
— Você jogou bem, — afirmou ele. Com um sorriso, respondi: — Não joguei, mas agradeço sua gentileza. — Eu disse “bem”, não “certo”, — ele completou, soltando uma risada. Ambas as expressões têm significados diferentes. Rimos juntos, e sua risada era tão contagiante que preenchia o ambiente com uma vibração leve. Quando ele ria, tudo ao nosso redor parecia flutuar.
A conexão entre nós, tão natural e despretensiosa, começou a atrair olhares