O apartamento novo de Ophelia era amplo, mas vazio. Nada ali tinha o calor de um lar — apenas o silêncio seco das paredes e o eco dos próprios passos. O luxo não significava conforto, e a solidão fazia o mármore frio parecer ainda mais gelado. Ela estava sentada diante da mesa de centro, uma taça de vinho entre os dedos, a pele alva refletindo a luz amarelada do abajur. A tela do celular piscava em sua mão, exibindo uma imagem que já circulava em todas as redes: Luna e Juno, sorrindo, ce